Utilizamos
a leitura em vários locais e com diversas finalidades em nossas vidas: no
trabalho, na escola, no lazer ou em casa. A formação do leitor geralmente
inicia-se desde a mais terna idade, e amplia-se no âmbito escolar.
Entretanto,
o ato de ler não pode ser delegado somente à escola, deve ser uma parceria
entre escola e família. Quando a família participa da educação das crianças,
elas podem sair-se muito melhor na escola e na vida. Pesquisas mostram que o
envolvimento da família na vida escolar das crianças é imprescindível. A
família é capaz de despertar o interesse e a curiosidade delas e incentivar a
sua aprendizagem. Por esse motivo, o seu compromisso é indispensável.
Os
familiares deveriam ser os primeiros mediadores de leitura, pois são os
primeiros elos da criança com o mundo, entretanto os pais, não têm a dimensão
da influência que podem exercer sobre as crianças, no sentido de motivá-las à
leitura. Em decorrência disso, o professor é encarregado compulsoriamente de
aproximar o educando da leitura.
O
educador tem importante papel na formação de alunos leitores. Para tanto, se
faz necessário adotar práticas que despertem o interesse, a imaginação e o
gosto pela leitura. Além de, priorizar o entendimento e a compreensão do que
está sendo lido.
É
fundamental que o professor faça esta mediação, mostrando o texto como algo
prazeroso e não como instrumento de avaliação e tarefa. Se o professor não for
crítico, sensível, consciente e um bom leitor, jamais poderá passar o prazer do
texto aos seus alunos.
A
leitura pode exercer diferentes funções na escola, como informar, educar,
entreter, persuadir ou expressar uma opinião ou ideia. O leitor crítico é
aquele que cria seu próprio texto com base no que foi lido, concordando ou
discordando da ideia principal.
Aprender
a ler e se tornar um leitor crítico que além de realizar leitura compreende o
texto, exige empenho, tanto por parte do aluno quanto por parte de quem propõe
o trabalho com a leitura. É preciso que ambos entendam que não se lê só para
aprender a ler, mas sim para responder as suas necessidades pessoais,
tornando-se sujeito capaz de interagir com o mundo e nele atuar como cidadão.
Na
formação do leitor crítico, é pertinente considerar que formar um leitor com
esta característica é também desenvolver uma prática de leitura que desperte e
cultive o desejo de ler, ou seja, uma prática pedagógica eficiente que dê
suporte ao aluno para realizar o esforço intelectual de ler não só textos
simples, mas que proporcione a progressividade das leituras, visando capacitar
o leitor para textos cada vez mais complexos.
Entendo
que na atualidade há uma grande necessidade de formar leitores críticos. Fazer
do aluno um leitor com este perfil é uma urgência dentro das instituições
escolares, pois o rendimento escolar de determinados alunos é marcado pelo
fracasso, em virtude de não serem bons leitores e consequentemente, bons
interpretadores de textos e/ou enunciados, que não estão presentes só em Língua
Portuguesa, mas em todas as disciplinas do currículo escolar. Desenvolvendo
habilidades de leitura crítica, certamente este aluno passará a ter desempenho
melhor nas demais disciplinas com as quais tem contato na escola.
Partindo
desse pressuposto, é de suma importância que a escola ofereça condições para
que se realize a leitura no seu contexto, dispondo de biblioteca ou sala
especializada para tal atividade. Se a instituição dispõe deste espaço, já terá
dado um importante passo para a formação do leitor crítico. Um ambiente
propício para desenvolver a leitura na escola, favorece as atividades
pedagógicas.
Entretanto,
se a instituição não dispor deste espaço, não é motivo para não realizar
trabalhos com leitura, pois mais significativo do que o local é o trabalho
e/ou as atividades que se materializam para seduzir os alunos para o hábito da
leitura crítica.
Contudo,
posso dizer que a leitura torna nosso conhecimento mais amplo e diversificado.
Ler é essencial. Os livros partilham sentimentos e pensamentos, colocam-nos em
outros tempos, outros lugares, outras culturas, ajudam-nos a sonhar, fazem-nos
pensar.
Nada
desenvolve mais a capacidade verbal que a leitura. Ler e escrever são
complementares. Um bom escritor é, sobretudo um bom leitor.
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